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Plano Safra 2025: entenda os riscos que produtores precisam considerar

  • Foto do escritor: advantonymartines
    advantonymartines
  • 3 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O Plano Safra 2025/2026 foi anunciado como o maior da história, com mais de R$ 500 bilhões em recursos para o setor agropecuário. Mas, apesar dos números impressionantes, é preciso cautela: muitos produtores podem enfrentar dificuldades práticas para acessar o crédito e lidar com as novas exigências impostas pelo programa.


Neste artigo, destaco os principais pontos de atenção que acompanham o novo ciclo do Plano Safra.


1. Juros elevados


O primeiro alerta está no custo do crédito. Com a taxa Selic em 15%, as linhas de financiamento do Plano Safra ficaram significativamente mais caras. Mesmo os programas com juros "controlados", como o Pronaf e o Pronamp, apresentam taxas entre 8,5% e 14% ao ano — e, em alguns casos, os encargos ultrapassam os 20% ao ano.


Esse cenário dificulta o planejamento financeiro do produtor, reduz a margem de lucro e aumenta o risco de inadimplência.


2. Redução na proteção contra riscos climáticos


Outro ponto preocupante é o corte de R$ 445 milhões no orçamento do seguro rural. A subvenção federal, que ajuda o produtor a se proteger contra perdas causadas por eventos climáticos, foi drasticamente reduzida. Em um cenário de mudanças climáticas e instabilidade do tempo, isso representa um risco direto ao patrimônio rural.


3. Burocracia e critérios mais rígidos


O acesso ao crédito rural também ficou mais burocrático. Diversas exigências técnicas e ambientais foram ampliadas, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), limites por CPF e restrições por atividade. Isso pode excluir produtores que antes conseguiam contratar o financiamento com mais facilidade.


Ou seja, o recurso existe, mas não chega a todos que dele necessitam.


4. Recursos “de papel”


Embora o governo anuncie mais de R$ 500 bilhões em crédito, a maior parte desse valor está vinculada a instrumentos financeiros do mercado privado (como CPRs, LCAs e Letras de Crédito).


Apenas uma fração — cerca de 22% — tem juros controlados e depende de subvenção pública.


Na prática, isso significa que muitos produtores continuarão expostos à volatilidade do mercado e às regras dos bancos e agentes financeiros.


5. Consequências jurídicas e econômicas


Essas dificuldades geram consequências diretas no campo:


  • Redução de investimentos em tecnologia e produtividade

  • Aumento do endividamento rural

  • Insegurança jurídica em contratos de financiamento

  • Necessidade de renegociação e revisão contratual constante


Por isso, é essencial que o produtor rural tenha acompanhamento jurídico especializado na hora de contratar financiamentos, revisar garantias, ou mesmo analisar cláusulas que possam gerar prejuízos futuros.


Como posso ajudar?


Como advogado atuante no Agronegócio, presto assessoria a produtores, cooperativas e empresários rurais em temas como:


  • Análise e revisão de contratos de crédito rural

  • Defesa patrimonial e garantias

  • Negociação com instituições financeiras

  • Prevenção de litígios relacionados ao financiamento da produção


Se você tem dúvidas sobre o Plano Safra ou quer garantir segurança jurídica para sua atividade, entre em contato.


📞 Atendimento especializado para quem vive e produz no campo.📍 Atuação presencial e online em todo o Brasil.

 
 
 

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